Mais uma final, mais um dérbi. Tem sido recorrente nos últimos anos.
Como sempre, esperava-se um excelente jogo, com muita emoção e golos,
uma vez que nos últimos 5 dérbis, tinha havido sempre pelo menos cinco
golos em cada jogo.
O Sporting entrou melhor, com um golo logo aos 9 segundos, depois de
uma má saída do pontapé inicial do Benfica a resultar num 3x2 dos leões e
Tomás Paçó a fazer um excelente golo, colocando a sua equipa na frente
do marcador quase desde o início da partida. Os primeiros minutos foram
de grande intensidade, mas com muitas faltas e aos 6 minutos, já tinham
sido registadas 6 faltas na soma das duas equipas. Os minutos iam
passando e com eles, muitas oportunidades de parte a parte, com o
Sporting a enviar a bola aos ferros da baliza defendida por André Sousa,
com o guarda redes das águias a fazer também uma mão cheia de
excelentes intervenções.
O minuto 14 trouxe novo golo do Sporting, com um grande trabalho de
Merlim, a rematar cruzado, aparecendo Erick a desviar para o segundo
golo da final. Aos 16 minutos, o Benfica chegou à quinta falta e, no
mesmo minuto, faz dois golos. Aliás, do 2-1 para o 2-2, passaram apenas
18 segundos. Primeiro por Chishkala que com um pontapé forte que ainda
desvia em Tomás Paçó faz o primeiro dos encarnados, e depois Rocha, a
marcar com uma autêntica bomba, sem qualquer hipótese para Guitta. O
Sporting ainda chegou à quinta falta antes do apito para o intervalo,
mas não aconteceria mais nada na partida até a equipa de arbitragem
mandar todos para os balneários.
Se o Sporting entrou praticamente a vencer na partida, o Benfica fez o
mesmo na segunda parte, com um canto a encontrar Rocha completamente
sozinho que cabeceou para a baliza leonina. A bola ainda bate na trave,
mas acabou mesmo por entrar na baliza. O jogo acalmou um pouco em termos
de futsal, mas nos bancos e dentro da quadra, os jogadores tinham e
repetiam atitudes menos favoráveis ao espetáculo da Taça, uma vez que
foram muitas as vezes ao longo da partida que os árbitros tiveram de
acalmar os ânimos e distribuir amarelos, mas mesmo assim continuaram as
picardias e situações que não trazem nada ao nosso futsal.
Voltando aos acontecimentos do jogo, aos 29 minutos Merlim voltava a
fazer das suas, com um trabalho fenomenal, encontra Esteban que desvia
para repor o empate no dérbi. Aos 32 minutos, o Benfica chega mais uma
vez às cinco faltas, e desta vez, não foi inofensivo, uma vez que dois
minutos depois, surge a 6ª falta e possibilidade para o Sporting para se
colocar na frente do marcador, através da marca de 10 metros. Isso
acabou por não acontecer, com Cardinal a ver o seu remate a ser travado
por André Sousa, que acrescentava assim mais uma excelente defesa ao seu
arsenal. Apesar disso, André Sousa não conseguiu evitar o golo da
reviravolta por parte de Tomás Paçó, que consegue ganhar a frente a
Rocha e responde à reposição de bola lateral com um remate colocado para
fazer o 4-3 para os leões aos 35 minutos. A equipa do Benfica lançou
Chishkala como guarda redes avançado, na tentativa de conseguir empatar
novamente a partida, mas não teve sucesso. Até final, houve ainda espaço
para mais momentos de picardias entre jogadores e também treinadores,
resultando num cartão amarelo para Pulpis e na expulsão de um dos
adjuntos de Nuno Dias.
Para a história fica a conquista da 9ª Taça de Portugal por parte do Sporting, sendo que esta foi a 4ª consecutiva.
Fonte: Zona Técnica Futsal